
domingo, 6 de Dezembro de 2009
Coleccionar programas de cinema.

domingo, 28 de Junho de 2009
Conhecer a identidade do charuto - Coleccionar cintas de charutos
Conta-se que na Rússia a Rainha Victória tinha o hábito de fumar charutos. Naquele tempo era hábito as senhoras usarem luvas brancas. Manusear os charutos com as ditas luvas provocaria manchas. Para ultrapassar este pequeno problema a rainha terá pedido que colocassem uma fita de seda envolvendo o charuto. Terá aqui nascido a ideia de se colocar uma anilha? Outra versão tem a ver como um meio de proteger a capa exterior do charuto evitando que a mesma se desprenda.O que sabemos, no entanto é que Gustav Bock de nacionalidade holandesa , um grande fabricante de charutos em Cuba que rivalizava com os produtores espanhóis para tornar diferente o seu produto resolveu envolvê-los com uma pequena anilha e assim os personalizava diferenciando-os da concorrência. Seria a sua imagem de marca.
Na última metade do séc. X l X era já comum as várias marcas colocarem as suas cintas de charutos e daí a coleccioná-los foi um passo.
Vitofilia é o termo actualmente utilizado por quem se dedica a coleccionar anilhas de charutos existindo actualmente uma grande variedade .
O uso do tabaco é já conhecido no 1000 A . C. Nas tribos indígenas da América Central sendo por elas utilizado nos seus rituais.
Na Europa aparece-nos o seu uso já séc. XVI. Inicialmente o seu consumo encontra-se ligado a fins curativos. No séc. XVII é conhecido o caso da rainha Médicis de França que o utilizava para aliviar as dores das enxaquecas que frequentemente a atormentava. Nesta época era também moda, a alta sociedade cheirarem o rapé que era colocado em bonitas caixinhas. Cheiravam o rapé (o tabaco), davam um espilro e todos se sentiam contentes... coisas de outros tempos.
O consumo alastrou-se até aos nossos dias. Se inicialmente era utilizado para fins curativos, hoje está mais do que demonstrado de que o seu uso é perigoso para a saúde pelo que o bom senso aconselha a evitar-se o seu consumo .
O interesse em coleccionar as anilhas de charutos vem também do facto da sua maioria serem cuidadosamente impressas, sendo estas a sua colocação a última fase do longo processo do seu fabrico. É sem dúvida uma identidade do charuto e uma vez retirada só com alguma perícia o poderemos identificá-lo.
Aos longos dos anos foram produzidas milhares de anilhas, umas identificativas apenas do fabricante e outras são edições especiais personalizadas de quem as encomendou, ou retractando os mais diversos acontecimentos. H á edições que valem pequenas fortunas. O requinte como algumas são impressas, a história que pode estar por detrás de cada edição, ou os diferentes motivos que elas nos transmitem torna-as coleccionáveis. Reuni-las todas é tarefa quase impossível.
Como orientar uma colecção?

Por marcas de fabricantes.
Por países.
Por temas.
A primeira e a segunda possibilidade têm uma perspectiva tradicional. Se introduzir-mos um texto adequado poderá contar-nos muitas histórias curiosas dos seus fabricantes ou dos países produtores.
A terceira orientação é muito aliciante, tal a variedade de motivos disponíveis nas anilhas de charutos. É possível encontrar entre outros os seguintes temas:
* Fauna (cães, gatos, peixes...).
* Meios de transporte (automóveis, barcos...).
* Personagens célebres.
* Desporto.
* Paisagens e monumentos.
* Artistas de cinema.
* Pintura.
* Tradições e costumes.
* Emblemas.
* Brasões.
etc. etc.
Existem no mercado algumas variedades de folhas que possibilitam uma montagem atraente desta colecção. Apostar na sua conservação será uma primeira opção em ter em conta.
Há também a possibilidade de se coleccionar os rótulos das caixas de charutos, estas existentes em menor número.
Permitam-me agora uma pequena observação. Colecciono este material há cerca de 40 anos e por isso mesmo consegui reunir largas centenas de exemplares. Como colecção organizada há mesmo tempo, é certo. Mas uma pergunta que sempre fiz a mim próprio e nunca encontrou uma resposta aceitável. O que terá levado um não-fumador assumido, a interessar-se por coleccionar anilhas de charutos? “ Coisas” de coleccionador... Será?
Rui P. Carvalho
segunda-feira, 13 de Abril de 2009
História Postal do concelho de Mealhada
sábado, 4 de Abril de 2009
Condução de malas entre Pampilhosa e Figueira da Foz
Entre Pampilhosa e Figueira da Foz, existiu um serviço de condução de malas o que muito beneficiou toda esta região.
O que reproduzimos data de 16-11-1964 e circulou entre Arazede e Pampilhosa e possui a referência de " Pampilhosa- F.Foz". O outro carimbo é semelhante ao anterior só que no mesmo faz mensão a " F.Foz- Pampilhosa " .
domingo, 22 de Fevereiro de 2009
Mealhada - Os primeiros carimbos postais
quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
O Castelo de Guimarães

Nos finais do séc. I X, Diogo Fernandes, acompanhado de sua mulher e filhos vieram estabelecer-se na região vimaranense, que naquela época reunia condições para o desenvolvimento. Estávamos na época da Reconquista cristã da Península Ibérica.
Este casal de origem Castelhana, de entre os filhos que teve, veio a ter especial importância histórica a sua filha Mumadona, que veio a contrair matrimónio com Hermenegildo Gonçalves, conde de Tui. Os descendentes desta família vieram a governar este pequeno território até aos finais do terceiro quartel do séc. X I .
Mumadona quando enviuvou era possuidora de muitos bens materiais, fazendo-os distribuir pelos seus seis filhos no ano de 950. A se deve a fundação de um mosteiro.
Há um documento datado de 4 de Dezembro de 968 no qual se ao primitivo castelo de Guimarães , na altura de S. Mamede que fora edificado para a defesa dos frades e das freiras dos ataques dos Mouros. Não eram só os mouros que havia a temer. Eram também os normandos que naquela época faziam várias incursões para o interior causando o terror nas populações.
Quando o conde D. Henrique e D. Teresa vieram viver para esta parte do território, o primitivo castelo deveria basear-se numa torre e num muro de defesa. O Conde D. Henrique, de origem francesa, fez importantes obras com fortificações mais sólidas, demolindo parte do existente. Edificou novas torres, com novos espaços interiores. A torre de menagem a ele é atribuída a sua construção.
Ao longo dos anos foi sofrendo obras de restauro, nomeadamente por d. Afonso I I I . D. Dinis, D. Fernando e D. João I.

( Carta circulada censurada, entre Portugal e Inglaterra, possuindo dois selos com a estátua de D. Afonso Henriques, junto do Castelo de Guimarães. Série de 1840 comemorativa do 8.º Centenário da Fundação e 3º Centenário da Restauração de Portugal)
Do casamento do conde D. Henrique com D. Teresa, nasce provavelmente em 1909 D. Afonso Henriques e é de admitir que nos primeiros anos de vida tenha aqui vivido.
Alguns combates, não muitos, tiveram lugar neste local, como o conhecido cerco imposto por Afonso V II de castela, do qual resultou o episódio de Egas Moniz.
A demolição deste castelo, esteve quase a consumar-se no sé. XIX a pretexto de se conseguir granito suficiente para obras de arruamentos . A retirada de granito das muralhas exteriores para esse fim não foi considerada suficiente pela própria edilidade . o que se verificou foi que em 1836 um vereador chegou mesmo a propor a sua demolição para dele se retirar o granito que faltava. Não se vei a consumar-se esta proposta apenas por um voto, conforme rezam as crónicas da época.
Obras de restauro mais recentes, dão a este monumento a dignidade do simbolismo histórico que merece.
( Carta pré-filatélica, circulada entre Guimarães e Porto, com carimbo a preto, datada de 18o9)O centro histórico de Guimarães, onde o seu castelo está inserido, foi há pouco tempo classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
A filatelia não poderia deixar de representar este património nacional.
A série de 1926, 1ª emissão comemorativa da independência de Portugal no selo de 4 centavos refere-se ao D. Afonso Henriques e no ano seguinte, 1927 2ª emissão, o motivo do selo de 3 centavos refere-se ao castelo de Guimarães.
Outras emissões referem-se ao castelo de Guimarães ou ao D. Afonso I , nomeadamente em 1940 no 8º centenário da Fundação de Portugal e em 1946 numa série dedicada aos castelos de Portugal.
Mais recentemente, em 1986, os CTT, voltam a emitir um conjunto de séries dedicadas aos castelos e Brasões de Portugal, no qual o castelo de Guimarães volta a ser referenciado.
Guimarães e o seu centro histórico é um local de visita obrigatória. Mas para quem queira ter sempre presente este símbolo nacional, a filatelia proporciona-lhe esta memória.
segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
História postal do Luso - Mealhada



