domingo, 29 de maio de 2011

A Batalha do Bussaco na Filatelia

A Batalha do Buçaco 8 ou Bussaco, de acordo com a grafia mais antiga), foi uma batalha travada durante a Guerra Peninsular, próxima da atual vila de Luso; na Mealhada, a 27 de Setembro de 1810, combatendo por um lado forças portuguesas e britãnicas, sob o comando de Arthur Wellesley e por outro lado as forças francesas lideradas pelo marechal André Massena.
Este postal máximo triplo representa o monumento comemorativo desta batalha, o qual, possui carimbo comemorativo dos 200 anos desta batalha. O selo dos CTT representa uma gravura da época da referida batalha.
Para comemorar esta batalha existe no Buçaco um Museu Militar evocativo desta batalha.

domingo, 17 de abril de 2011

Buçaco- História Postal

Existiu no Buçaco uma estação dos Correios de Portugal. Desta estação são conhecidos três carimbos.

O postal que reproduzimos, frente e verso, é um curioso postal. Não sendo o único conhecido não deixa de ter alguma raridade. Este postal data de 21-8-1900, circulando entre o Buçaco e França. Tudo indica que foi colocado na estação dos CTT do Buçaco. Poderemos imaginar que para o portear foi comprado um selo e quem o comporou não terá indicado que seria para circular para fora do país. Com efeito, a taxa que foi colocada foi a taxa de correio nacional, sendo carimbado no Buçaco com o carimbo de " BUSSACO", a primeira grafia conhecida. A estação dos CTT do Buçaco não tinha fecho de mala, pelo que foi conduzido para estação mais próxima, ou seja Luso. Nesta estação foi colocado o carimbo de multa, por insuficiência de porte e seguiu o seu caminho para França. No postal não há nenhuma indicação que a multa tenha sido aplicada no seu destino, ou seja França. São conhecidos algumas cartas em que tal situação se verificou.

domingo, 10 de outubro de 2010

Mostra Filatélica dos 200 anos da Batalha do Bussaco

A Batalha do Bussaco ocorrida a 27 de Setembro de 1810, foi comemorada filatélicamente. Aqui se regista algumas imagens desta comemoração.



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dinossauros em Portugal. O Lourinhasaurus



Extintos há uns 65 milhões de anos, ainda não foram revelados todos os seus segredos, embora deles tenhamos muitos conhecimentos.
Em Portugal, na área da filatelia, encontram-se representados quatro especies, entre as quais o Lourinhasaurus. Este herbívoros gigante foi encontrado pela primeira vez em 1957, perto de Alenquer. Um outro esquelo foi descoberto em 1983 perto da Lourinhã, medindo de comprimento cerca de 4,5 metros. Viveu no período do Jurássico Superior.

Esta espécie está representada em etiquetas de máquinas de venda automática, tipo AMIEL e SMD. As primeiras emissões datam de 9 de Novembro de 1999 taxadas em escudos. Com o aperecimento do euro surgem taxas a partir de 21 de Fevereiro de 2000, estas em escudos e euros.
Estas franquias mecânicas foram impressas em Espanha em Off-Set, em papel esmalte. O seu autor foi José Projecto.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mostra Filatélica na Pampilhosa

De 16 a 19 de Julho de 2010, esteve patente ao público na Pampilhosa, em pareceria com a Junta de freguesia, uma Mostra Filatélica comemorativa do 25º Aninersário de elevação da Pampilhosa a vila. Houve a edição de quatro sobrescritos comemorativos e de quatro selos personalizados.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em defesa do meio ambiente


Este é um selo personalizado que acaba de ser editado pela EB1 de Figueira de Lorvão, concelho de Penacova. Este selo está inserido num projecto mais vasto, no qual pretendem chamar a atenção dos mais novos e dos menos novos da necessidade de todos defenderem o Meio Ambiente. (http://sites.google.com/site/escolamaisverde )

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Para quando um selo sobre o leitão assado à Bairrada


O leitão assado à Bairrada é um verdadeiro manjar dos deuses. Para quando um selo dos CTT a divulgar esta iguaria conhecida Internacionalmente?

Na cidade da Mealhada tem a honra de monumento e de Museu Internacional do Porco na vila de Pampilhosa. Esta iguaria, confeccionada nesta região, tem a sua arte com um sabor acumulado de várias gerações. Um conjunto de restaurantes regionais que o comercializam, procurando manter o sabor tradicional, contribuem para lhe darem fama mundial, assim como de outras organizações locais. Quem visita esta região vem sempre à procura deste manjar. Preservar a sua qualidade é uma preocupação que todos devem ter.
Antigamente era assado no espeto com um pau de loureiro e o forno de lenha de vime. Actualmente já não é bem assim, mas isto não significa que a sua qualidade não seja mantida.
A receita da sua confecção não é segredo para ninguém, mas nem todos conseguem um produto final de qualidade. O verdadeiro segredo está na experiência acumulada do assador que sabe como ninguém da temperatura ideal do forno, assim como da sua preparação que antecede a ida para o forno. Tudo é aparentemente simples, mas na realidade tem a sua arte.
Um leitão vivo com cerca de nove quilos fica depois de assado em cerca de cinco quilos. O tempero dá ao leitão aquele sabor que todos conhecemos e apreciamos. É composto por alho, sal, pimenta, louro, banha de porco, sendo então colocado no especto com o tempero no seu interior. É cozido normalmente com fio de sapateiro. As patas traseiras são amarradas ao pau e o leitão entra de cabeça para o forno, já à temperatura ideal. Pode demorar de duas a três horas a assar lentamente, sendo virado frequentemente para que tenha uma assadura uniforme.
Depois de assado é cortado e servido com batata frita, salada de alface, rodelas de laranja e com uma tacinha de molho, resultante da assadura. É normalmente acompanhado com espumante da região. Uma verdadeira delícia, que digam os apreciadores...
O leitão é rei na Bairrada e desejamos que o sei reinado nunca chegue ao fim.
Para quando um selo dos CTT, para divulgar esta iguaria?
Rui P. Carvalho

domingo, 6 de dezembro de 2009

Coleccionar programas de cinema.


Hoje é possível reconstruir toda a história do cinema da Pampilhosa através de uma uma fabulosa colecção de programas de cinema de que é proprietário O Grémio de Instrução e Recreio, também conhecido pelo Cinema de Pampilhosa.

Grémio de Instrução e Recreio talvez um nome já fora de uso é no entanto a mais antiga Associação do concelho da Mealhada, fundada a 5 de Abril de 1906. Por curiosidade, uma escritura desta associação foi realizada em escritório não fazer Chefe dos Caminhos de Ferro da Beira Alta tendão como notário Francisco Vasconcellos, Deslocando-se este a pé da Mealhada.

Por esta sala de espectáculos passaram ao longo de dezenas de anos grandes companhias de teatro nacionais, para além de grupos de teatro locais. Uma actividade notável, cuja memória é necessário não esquecer.

A formação em 1924 de uma empresa Cinematográfica, veio alterar o modo de Utilização da sala, sendo o cinema uma grande novidade, actividade que só terminaria em 1987 mas nunca deixando que o espaço fosse utilizado por várias manifestações culturais.

A colecção de programas de cinema de que esta associação é proprietária é do melhor que existe No nosso País ". Tudo isto é possível graças à paciência e organização dos Dirigentes desta Empresa Cinematográfica.

O primeiro programa data de 23 de Novembro de 1924 e pelo seu simbolismo O Consideramos ser o mais significativo. Deste programa que inaugura o " Cinematógrafo Elécrico"da Pampilhosa, anuncia uma exibição de oito filmes soberbos e deles destacamos" Beleza angelical ", filme que marca o inicio da projecção de filmes nesta localidade. Tudo isto no tempo do cinema mudo. táctil O tamanho era apenas fazer de 3m por 2, 4m isto, mas não impediu de encher uma sala. Os mais populares eram bilhetes de apenas oitenta centavos. O fornecimento de energia eléctrica era feito a partir da Cerâmica Mourão Teixeira Lopes, já que nos primeiros anos era uma iluminação a gás, produzido nas instalações próprias.

O programa de 5 de Julho de 1925 promete um espectáculo com uma sensacional exibição de dois filmes, "Aviso na porta" e "Lágrimas de cavalo", anunciando a inauguração de uma magnífica máquina Cinematográfica, Último modelo da "Casa Pathé"Com garantia da Supressão trepidação da absoluta e uma projecção nítida. Um verdadeiro sucesso.

Da consulta de todos estes programas em 1927 poderemos assinalar uma inauguração de uma grafonola " Pathé"Que som podia dar à exibição dos filmes e entreter o público durante os intervalos, assim como uma inauguração de um auto-piano, no ano seguinte para os mesmos fins.

A 3 de Maio de 1931 chega finalmente o cinema sonoro à Pampilhosa, com uma exibição de filmes "Broadway". Este programa promete uma inauguração sensacional, uma grande festa e grande arte.

Esta empresa Cinematográfica levou o cinema a outras localidades. Em 1933 o cinema sonoro leva ao antigo Teatro da Mealhada assim como ao Teatro Avenida do Luso em 1935 e ao Teatro de Anadia. Em 1938 inicia as exibições não Casino da Curia. Todo o equipamento necessário era transportado por esta empresa. Estas exibições prolongaram-se por alguns anos.

No ano de 1964 chega o " Cinemascop".

Termina esta empresa como exibições de filmes no ano de 1986. Pela sala do CINE-Teatro da Pampilhosa algumas passaram Centenas de filmes. A idéia de nunca deitar fora os programas sendo p sobravam que torna esta colecção muito completa, possível através dela contar a história do cinema exibido nesta localidade.

Esta colecção é um dos exemplos que temos na vila da Pampilhosa. É preciso não esquecer esta memória.

Coleccionar é um acto de cultura.

Rui P. Carvalho



domingo, 28 de junho de 2009

Conhecer a identidade do charuto - Coleccionar cintas de charutos

Conta-se que na Rússia a Rainha Victória tinha o hábito de fumar charutos. Naquele tempo era hábito as senhoras usarem luvas brancas. Manusear os charutos com as ditas luvas provocaria manchas. Para ultrapassar este pequeno problema a rainha terá pedido que colocassem uma fita de seda envolvendo o charuto. Terá aqui nascido a ideia de se colocar uma anilha? Outra versão tem a ver como um meio de proteger a capa exterior do charuto evitando que a mesma se desprenda.
O que sabemos, no entanto é que Gustav Bock de nacionalidade holandesa , um grande fabricante de charutos em Cuba que rivalizava com os produtores espanhóis para tornar diferente o seu produto resolveu envolvê-los com uma pequena anilha e assim os personalizava diferenciando-os da concorrência. Seria a sua imagem de marca.
Na última metade do séc. X l X era já comum as várias marcas colocarem as suas cintas de charutos e daí a coleccioná-los foi um passo.
Vitofilia é o termo actualmente utilizado por quem se dedica a coleccionar anilhas de charutos existindo actualmente uma grande variedade .
O uso do tabaco é já conhecido no 1000 A . C. Nas tribos indígenas da América Central sendo por elas utilizado nos seus rituais.
Na Europa aparece-nos o seu uso já séc. XVI. Inicialmente o seu consumo encontra-se ligado a fins curativos. No séc. XVII é conhecido o caso da rainha Médicis de França que o utilizava para aliviar as dores das enxaquecas que frequentemente a atormentava. Nesta época era também moda, a alta sociedade cheirarem o rapé que era colocado em bonitas caixinhas. Cheiravam o rapé (o tabaco), davam um espilro e todos se sentiam contentes... coisas de outros tempos.
O consumo alastrou-se até aos nossos dias. Se inicialmente era utilizado para fins curativos, hoje está mais do que demonstrado de que o seu uso é perigoso para a saúde pelo que o bom senso aconselha a evitar-se o seu consumo .
O interesse em coleccionar as anilhas de charutos vem também do facto da sua maioria serem cuidadosamente impressas, sendo estas a sua colocação a última fase do longo processo do seu fabrico. É sem dúvida uma identidade do charuto e uma vez retirada só com alguma perícia o poderemos identificá-lo.
Aos longos dos anos foram produzidas milhares de anilhas, umas identificativas apenas do fabricante e outras são edições especiais personalizadas de quem as encomendou, ou retractando os mais diversos acontecimentos. H á edições que valem pequenas fortunas. O requinte como algumas são impressas, a história que pode estar por detrás de cada edição, ou os diferentes motivos que elas nos transmitem torna-as coleccionáveis. Reuni-las todas é tarefa quase impossível.

Como orientar uma colecção?



Por marcas de fabricantes.
Por países.
Por temas.

A primeira e a segunda possibilidade têm uma perspectiva tradicional. Se introduzir-mos um texto adequado poderá contar-nos muitas histórias curiosas dos seus fabricantes ou dos países produtores.
A terceira orientação é muito aliciante, tal a variedade de motivos disponíveis nas anilhas de charutos. É possível encontrar entre outros os seguintes temas:

* Fauna (cães, gatos, peixes...).
* Meios de transporte (automóveis, barcos...).
* Personagens célebres.
* Desporto.
* Paisagens e monumentos.
* Artistas de cinema.
* Pintura.
* Tradições e costumes.
* Emblemas.
* Brasões.
etc. etc.

Existem no mercado algumas variedades de folhas que possibilitam uma montagem atraente desta colecção. Apostar na sua conservação será uma primeira opção em ter em conta.
Há também a possibilidade de se coleccionar os rótulos das caixas de charutos, estas existentes em menor número.
Permitam-me agora uma pequena observação. Colecciono este material há cerca de 40 anos e por isso mesmo consegui reunir largas centenas de exemplares. Como colecção organizada há mesmo tempo, é certo. Mas uma pergunta que sempre fiz a mim próprio e nunca encontrou uma resposta aceitável. O que terá levado um não-fumador assumido, a interessar-se por coleccionar anilhas de charutos? “ Coisas” de coleccionador... Será?
Rui P. Carvalho
Nota:
Para saber mais sobre este tema consultar
http://cintasdecharutoecompanhia.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de abril de 2009

História Postal do concelho de Mealhada

A história Postal do concelho de Mealhada reserva-nos muitas agradáveis surpresas. Para divulgar este Património Filatélico foi criado un novo sítio integrado no presente Blog.
Não deixe de o visitar.
http://sites.google.com/site/875histpostalmealhada

sábado, 4 de abril de 2009

Condução de malas entre Pampilhosa e Figueira da Foz


Entre Pampilhosa e Figueira da Foz, existiu um serviço de condução de malas o que muito beneficiou toda esta região.

São conhecidos três carimbos entre estas localidades. O primeiro, o mais antigo que reproduzimos, foi colocado num postal comercial circulado, entre Cantanhede e Mira.

Antes da extinção destes serviços de condução de malas em 1972 são conhecidos dois carimbos de formato mais pequeno ao primeiro.



O que reproduzimos data de 16-11-1964 e circulou entre Arazede e Pampilhosa e possui a referência de " Pampilhosa- F.Foz". O outro carimbo é semelhante ao anterior só que no mesmo faz mensão a " F.Foz- Pampilhosa " .

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mealhada - Os primeiros carimbos postais

Em Outubro de 1852 deu-se uma reforma fiscal. A Terceira Administração Postal, com sede em Coimbra, atribuiu à Mealhada o carimbo nominal de barras nº 88.


Esta carta circulada entre Mealhada e Figueira da Foz, datada de 14 de Dezembro de 1869, reporta a esta época. Possui o carimbo nominal de barras nº 88 e igualmente um outro carimbo em uso na época com, "MEALHADA".
Em relação a este último carimbo, é conhecido ainda com a grafia "MIALHADA", anterior à data acima referida.
No concelho de Mealhada existiam quatro estações dos Correios, ( actualmente são três), cujas marcas postais emitidas ao longo de muitos anos enriquecem a História Postal do concelho de Mealhada, que é rica de curiosidades.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O Castelo de Guimarães










Guimarães continua a ser um dos símbolos na nossa nacionalidade.
Nos finais do séc. I X, Diogo Fernandes, acompanhado de sua mulher e filhos vieram estabelecer-se na região vimaranense, que naquela época reunia condições para o desenvolvimento. Estávamos na época da Reconquista cristã da Península Ibérica.
Este casal de origem Castelhana, de entre os filhos que teve, veio a ter especial importância histórica a sua filha Mumadona, que veio a contrair matrimónio com Hermenegildo Gonçalves, conde de Tui. Os descendentes desta família vieram a governar este pequeno território até aos finais do terceiro quartel do séc. X I .
Mumadona quando enviuvou era possuidora de muitos bens materiais, fazendo-os distribuir pelos seus seis filhos no ano de 950. A se deve a fundação de um mosteiro.
Há um documento datado de 4 de Dezembro de 968 no qual se ao primitivo castelo de Guimarães , na altura de S. Mamede que fora edificado para a defesa dos frades e das freiras dos ataques dos Mouros. Não eram só os mouros que havia a temer. Eram também os normandos que naquela época faziam várias incursões para o interior causando o terror nas populações.
Quando o conde D. Henrique e D. Teresa vieram viver para esta parte do território, o primitivo castelo deveria basear-se numa torre e num muro de defesa. O Conde D. Henrique, de origem francesa, fez importantes obras com fortificações mais sólidas, demolindo parte do existente. Edificou novas torres, com novos espaços interiores. A torre de menagem a ele é atribuída a sua construção.
Ao longo dos anos foi sofrendo obras de restauro, nomeadamente por d. Afonso I I I . D. Dinis, D. Fernando e D. João I.
( Carta circulada censurada, entre Portugal e Inglaterra, possuindo dois selos com a estátua de D. Afonso Henriques, junto do Castelo de Guimarães. Série de 1840 comemorativa do 8.º Centenário da Fundação e 3º Centenário da Restauração de Portugal)
Do casamento do conde D. Henrique com D. Teresa, nasce provavelmente em 1909 D. Afonso Henriques e é de admitir que nos primeiros anos de vida tenha aqui vivido.
Alguns combates, não muitos, tiveram lugar neste local, como o conhecido cerco imposto por Afonso V II de castela, do qual resultou o episódio de Egas Moniz.
A demolição deste castelo, esteve quase a consumar-se no sé. XIX a pretexto de se conseguir granito suficiente para obras de arruamentos . A retirada de granito das muralhas exteriores para esse fim não foi considerada suficiente pela própria edilidade . o que se verificou foi que em 1836 um vereador chegou mesmo a propor a sua demolição para dele se retirar o granito que faltava. Não se vei a consumar-se esta proposta apenas por um voto, conforme rezam as crónicas da época.
Obras de restauro mais recentes, dão a este monumento a dignidade do simbolismo histórico que merece.
( Carta pré-filatélica, circulada entre Guimarães e Porto, com carimbo a preto, datada de 18o9)O centro histórico de Guimarães, onde o seu castelo está inserido, foi há pouco tempo classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
A filatelia não poderia deixar de representar este património nacional.
A série de 1926, 1ª emissão comemorativa da independência de Portugal no selo de 4 centavos refere-se ao D. Afonso Henriques e no ano seguinte, 1927 2ª emissão, o motivo do selo de 3 centavos refere-se ao castelo de Guimarães.
Outras emissões referem-se ao castelo de Guimarães ou ao D. Afonso I , nomeadamente em 1940 no 8º centenário da Fundação de Portugal e em 1946 numa série dedicada aos castelos de Portugal.
Mais recentemente, em 1986, os CTT, voltam a emitir um conjunto de séries dedicadas aos castelos e Brasões de Portugal, no qual o castelo de Guimarães volta a ser referenciado.
Guimarães e o seu centro histórico é um local de visita obrigatória. Mas para quem queira ter sempre presente este símbolo nacional, a filatelia proporciona-lhe esta memória.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

História postal do Luso - Mealhada


A filatelia traz-nos por vezes agradáveis surpresas. Este bilhete postal tem edição da extinta Junta de Lurismo de Luso-Buçaco. O carimbo dos CTT tem data de 1 de Janeiro de 1955.

A curiosidade deste bilhete postal tem a ver com este tipo de postal, editado como se de um telegrama se tratasse. Era usado principalmente pelos utentes da Estância Termal do Luso, vocacionada para o tratamento do artritismo, rins, hipertensão...

Para enviar pequenas mensagens rápidas bastaria colocar uma cruz no local certo. ao que sabemos foi muito popular na época.

sábado, 29 de novembro de 2008

Marcofilia - Carimbos do Buçaco



O Buçaco já possuiu estação dos correios, provavelmente na categoria de 5ª classe. Esta estação não fecharia mala, sendo este acto realizado pela estação dos correios de Luso. Há algumas cartas circuladas que sustentam esta situação. Assim uma carta colocada no marco do Correio da estação do Buçaco com porte insuficiente ( esta situação era frequente com cartas endereçadas para o estrangeiro) a mesma passaria pela estação do Luso onde era multada, seguindo depois o seu caminho.






São conhecidos dois carimbos com grafias diferentes : Bussaco e Buçaco.

domingo, 26 de outubro de 2008

A vida na pré-história

Introdução
Conhecer a vida na pré-história através dos selos é sem dúvida uma fascinante aventura ao mundo dos seres extintos. É possível desenvolver uma colecção, desde as primeiras formas de vida na Terra até ao aparecimento do homem através dos selos. Para quem goste deste tema encontrará na filatelia uma interessante forma de descobrir a evolução da vida do planeta em que habitamos. É no entanto uma temática recente, desde o aparecimento dos seus primeiros selos, há cerca de meio século. As emissões mundiais que vão saindo retratam muitos destes animais e por isso mesmo é possível desenvolver esta temática.
O filatelista para montar a sua colecção tem que realizar muitas pesquisas para saber “ler o selo”. É sem dúvida, ao realizar estas pesquisas, que aumentará os seus conhecimentos nesta área. É precisamente esta constante necessidade de pesquisa que torna a filatelia no mais fascinante passatempo.

Desenvolvimento filatélico da temática

A vida na Terra começou há muitos milhões de anos atrás no mar. Foi uma luta de sobrevivência entre os mais fortes e mais fracos. Provavelmente as primeiras formas de vida seriam seres de corpo mole. As célebres trilobites com o seu esqueleto calcário eram já seres bastante evoluídos.
Na evolução as plantas começaram a conquistar a terra até cobrirem a sua superfície. Os primeiros seres aventuraram-se a sair das águas. É provável que alguns animais desenvolvessem pequenas asas que lhes permitiria saltar de charco em charco evitando a sua morte quando a água desaparecia em determinada zona. Talvez alguns deles desenvolvessem pulmões. Estava prestes a aparecerem os primeiros anfíbios. Depois os répteis, os dinossauros … Muitos animais permaneceram nas águas e os que dela deixaram de viver em permanência, precisariam dela para sobreviver.
Dos répteis conhecidos alguns eram aquáticos, outros terrestres e outros viviam em ambos os meios.
Uma vitória espectacular de alguns répteis foi desenvolverem uma capacidade de voar. A evolução fez surgir as primeiras aves sendo o arqueoptérix um bom exemplo de um animal que se encontra na fronteira entre um réptil voador ou uma ave, cuja primeira descoberta data de 1860.
Ao mesmo tempo que se dava esta evolução terrestre nas águas do mar continuavam a viver terríveis predadores nomeadamente do grupo dos peixes, como o terrível dinichthys.
No tempo dos répteis apareceram também os insectos que viveram à cerca de trezentos milhões de anos sendo alguns enormes. Curioso é notar que estes primitivos animais apresentam características semelhantes aos actuais insectos.
Os répteis poderiam ser totalmente terrestres, ou aquáticos ou podiam viver em ambos os meios.


Os dinossauros, contrariamente a que muitos podem pensar nem todos seriam de grandes dimensões, quer entre os grupos dos carnívoros, quer do grupo dos herbívoros. A sua extinção data à cerca de 65 milhões de anos.
O que aqui foi descrito são linhas orientadoras de capítulos possíveis na montagem de uma colecção sobre este tema. A ele se poderá acrescentar a era dos mamíferos e o homem pré-histórico. Poderão no entanto serem desenvolvidos separadamente.

Dinossauros em Portugal


Para desgosto alguns filatelistas portugueses é uma área pouco desenvolvida pelos Correios de Portugal, pelo que se torna precioso o pouco emitido pelos CTT. Refiro-me às belíssimas etiquetas emitidas a partir de 9 de Novembro de 1999 que assinalam a presença no nosso país de quatro dinossauros: o Allosaurus, o Dacentrurus, o Sauropedes e o Lourinhasauros. É uma série não denteada possuindo goma auto-adesiva. O desenho é do conhecido autor, José Projecto. As primeiras taxas são de 50, 95, 100 e 140 escudos. A taxa de 85 escudos não foi distribuída no primeiro dia de emissão. Com a introdução do euro no nosso país as máquinas de impressão passaram a emitir estas etiquetas com dupla impressão (em escudos e em euros). A partir de 21 de Fevereiro de 2000 a máquina “ AMIEL” e a partir d e 13 de Março a máquina “SMD”.
São conhecidos vários erros de impressão destas etiquetas.

domingo, 19 de outubro de 2008

Curiosidades filatélicas

Os primeiros selos a serem emitidos não eram denteados. a tesoura encarregava-se desse serviço com as imperfeições do corte que a urgência de cada um impunha.
Cabe a Henry Archer o primeiro, com a sua máquina de picotar, a fazer experiências por volta do ano de 1847 no conhecido selo de "Penny Black" e a fazer circular os primeiros selos picotados. São verdadeiras raridades e uma grande inovação para a época.
O tamanho dos selos é variável. dos maiores selos do mundo podemos destacar uma edição chinesa que circulou entre 1914/1916. A edição destinava-se a duas funções simultaneamente, a de franquia postal e como etiqueta para encomendas expressas. Media sete centímetros de largura e onze centímetros de altura.
Dentro dos selos enormes é pioneiro os Estados unidos da América Norte, com a edição de quatro selos em 1865. Estes exemplares mediam cinco centímetros de largura e dez centímetros de altura e destinavam-se aos editores para enviarem os jornais pelo correio.
Dos selos mais pequenos será o selo de um centímetro de lado emitido em 1863 pelo estado colombiano.
No formato dos selos também encontramos muitas curiosidades. o primeiro selo triangular foi emitido em 1853 pela colónia inglesa do cabo da Boa Esperança.
Os selos hexagonais podemos encontrá-los pela primeira vez numa emissão da Bélgica em 1866.
À Serra Leoa é atribuído a emissão do primeiro selo circular no ano de 1966. Há noticia, no entanto de que em 1858 na Moldávia circularam alguns selos circulares recortados à mão por algumas agências deste principado romeno.

sábado, 18 de outubro de 2008

Assim nasceu a filatelia

Numa estalagem dos lagos escoceses, Rowland Hill, sensibilizou-se pela atitude de uma pobre empregada, ao devolver tristemente a carta do seu namorado ao carteiro, alegando não ter dinheiro para pagar os portes.
Compadecido, Rowland Hill prontificou-se a pagar os portes desta carta. A empregada negou firmemente a aceitar e retirou-se chorosa.
Mais tarde vem a saber que a dita carta apenas continha uma folha de de papel em branco e que ao reconhecer a letra do seu namorado, este estaria de boa saúde e fiel ao seu amor.
Era assim nesse tempo. Quem recebia a correspondência é quem pagava os portes das mesmas. O estratagema da empregada contada nesta história permitia-lhe a troca gratuita de mensagens. Aliás muitas pessoas da época usavam processos semelhantes para trocar correspondência, bastando para isso a colocação de um sinal exterior nas cartas, o que originava enormes prejuízos nos serviços dos correios da época.
Rowland Hill, considerado o " Pai da Filatelia" , com a sua diplomacia, vem propor à coroa britânica mudanças significativas do sistema vigente baseado em dois principios: redução dos portes e estes pagos pelo remetente.
A ideia que hoje parece óbvia de quem envia uma carta tem de pagar os portes, não o era nessa época. Aceite esta proposta, são criadas as primeiras franquias com a efígie da rainha Vitória. Na data histórica de 6 de maio de 1840 são postos à venda os primeiros selos ingleses e os primeiros do mundo. Tinha nascido a filatelia.
Três anos mais tarde ne Primavera de 1843 foi a vez do Cantão de Zurique de emitir dois selos. O Brasil foi o terceiro país do mundo a emitir selos em Agosto de 1843 no tempo do Imperador D. Pedro ll . São conhecidos estes selos por "olho de boi" . Em Portugal os selos surgiram no reinado de D. Maria ll em 1 de Jilho de 1853, sendo 0 44º país a aderir ao novo sistema.
O selo postal criado para evitar a fraude no pagamento do transporte de correspondência, com o decorrer do tempo tem alimentado uma florescente e salutar actividade de coleccionismo.
Desde muito cedo as pessoas começaram por se interessar em reunir estes pedacinhos de papel colorido ordenando-os por paises e cronologicamente. É a chamada filatelia tradicional que nos primeiros anos foi a única forma de coleccionar.
Com o tempo as autoridades postais começaram a mostrar no motivo dos selos as imagens dos seus paises, da sua história, da sua fauna, flora,etc.. Tinha nascido a filatelia temática, pela qual o coleccionador começou a montar a sua colecção seguindo apenas um tema escolhido. Qualquer que seja o tema escolhido, o filatelista consegue encontrar sempre nos motivos dos selos a documentação necessária ao desenvolver o tema pretendido.
Nos nossos dias há outras formas de montar uma colecção, cujas regras são aceites mundialmente.
A filatelia permite-nos um conhecimento mais profundo domundo em que vivemos. Ninguém se terá amargurado do tempo que dedicou a este passatempo. muitas são as amizades que se podem criar com as trocas filaélicas. Da filatelia vem também o gosto pelo saber. Ele porém resulta do labor de uma colecção.
Rui P. Carvalho