sábado, 4 de abril de 2009

Condução de malas entre Pampilhosa e Figueira da Foz


Entre Pampilhosa e Figueira da Foz, existiu um serviço de condução de malas o que muito beneficiou toda esta região.

São conhecidos três carimbos entre estas localidades. O primeiro, o mais antigo que reproduzimos, foi colocado num postal comercial circulado, entre Cantanhede e Mira.

Antes da extinção destes serviços de condução de malas em 1972 são conhecidos dois carimbos de formato mais pequeno ao primeiro.



O que reproduzimos data de 16-11-1964 e circulou entre Arazede e Pampilhosa e possui a referência de " Pampilhosa- F.Foz". O outro carimbo é semelhante ao anterior só que no mesmo faz mensão a " F.Foz- Pampilhosa " .

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Mealhada - Os primeiros carimbos postais

Em Outubro de 1852 deu-se uma reforma fiscal. A Terceira Administração Postal, com sede em Coimbra, atribuiu à Mealhada o carimbo nominal de barras nº 88.


Esta carta circulada entre Mealhada e Figueira da Foz, datada de 14 de Dezembro de 1869, reporta a esta época. Possui o carimbo nominal de barras nº 88 e igualmente um outro carimbo em uso na época com, "MEALHADA".
Em relação a este último carimbo, é conhecido ainda com a grafia "MIALHADA", anterior à data acima referida.
No concelho de Mealhada existiam quatro estações dos Correios, ( actualmente são três), cujas marcas postais emitidas ao longo de muitos anos enriquecem a História Postal do concelho de Mealhada, que é rica de curiosidades.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O Castelo de Guimarães










Guimarães continua a ser um dos símbolos na nossa nacionalidade.
Nos finais do séc. I X, Diogo Fernandes, acompanhado de sua mulher e filhos vieram estabelecer-se na região vimaranense, que naquela época reunia condições para o desenvolvimento. Estávamos na época da Reconquista cristã da Península Ibérica.
Este casal de origem Castelhana, de entre os filhos que teve, veio a ter especial importância histórica a sua filha Mumadona, que veio a contrair matrimónio com Hermenegildo Gonçalves, conde de Tui. Os descendentes desta família vieram a governar este pequeno território até aos finais do terceiro quartel do séc. X I .
Mumadona quando enviuvou era possuidora de muitos bens materiais, fazendo-os distribuir pelos seus seis filhos no ano de 950. A se deve a fundação de um mosteiro.
Há um documento datado de 4 de Dezembro de 968 no qual se ao primitivo castelo de Guimarães , na altura de S. Mamede que fora edificado para a defesa dos frades e das freiras dos ataques dos Mouros. Não eram só os mouros que havia a temer. Eram também os normandos que naquela época faziam várias incursões para o interior causando o terror nas populações.
Quando o conde D. Henrique e D. Teresa vieram viver para esta parte do território, o primitivo castelo deveria basear-se numa torre e num muro de defesa. O Conde D. Henrique, de origem francesa, fez importantes obras com fortificações mais sólidas, demolindo parte do existente. Edificou novas torres, com novos espaços interiores. A torre de menagem a ele é atribuída a sua construção.
Ao longo dos anos foi sofrendo obras de restauro, nomeadamente por d. Afonso I I I . D. Dinis, D. Fernando e D. João I.
( Carta circulada censurada, entre Portugal e Inglaterra, possuindo dois selos com a estátua de D. Afonso Henriques, junto do Castelo de Guimarães. Série de 1840 comemorativa do 8.º Centenário da Fundação e 3º Centenário da Restauração de Portugal)
Do casamento do conde D. Henrique com D. Teresa, nasce provavelmente em 1909 D. Afonso Henriques e é de admitir que nos primeiros anos de vida tenha aqui vivido.
Alguns combates, não muitos, tiveram lugar neste local, como o conhecido cerco imposto por Afonso V II de castela, do qual resultou o episódio de Egas Moniz.
A demolição deste castelo, esteve quase a consumar-se no sé. XIX a pretexto de se conseguir granito suficiente para obras de arruamentos . A retirada de granito das muralhas exteriores para esse fim não foi considerada suficiente pela própria edilidade . o que se verificou foi que em 1836 um vereador chegou mesmo a propor a sua demolição para dele se retirar o granito que faltava. Não se vei a consumar-se esta proposta apenas por um voto, conforme rezam as crónicas da época.
Obras de restauro mais recentes, dão a este monumento a dignidade do simbolismo histórico que merece.
( Carta pré-filatélica, circulada entre Guimarães e Porto, com carimbo a preto, datada de 18o9)O centro histórico de Guimarães, onde o seu castelo está inserido, foi há pouco tempo classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.
A filatelia não poderia deixar de representar este património nacional.
A série de 1926, 1ª emissão comemorativa da independência de Portugal no selo de 4 centavos refere-se ao D. Afonso Henriques e no ano seguinte, 1927 2ª emissão, o motivo do selo de 3 centavos refere-se ao castelo de Guimarães.
Outras emissões referem-se ao castelo de Guimarães ou ao D. Afonso I , nomeadamente em 1940 no 8º centenário da Fundação de Portugal e em 1946 numa série dedicada aos castelos de Portugal.
Mais recentemente, em 1986, os CTT, voltam a emitir um conjunto de séries dedicadas aos castelos e Brasões de Portugal, no qual o castelo de Guimarães volta a ser referenciado.
Guimarães e o seu centro histórico é um local de visita obrigatória. Mas para quem queira ter sempre presente este símbolo nacional, a filatelia proporciona-lhe esta memória.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

História postal do Luso - Mealhada


A filatelia traz-nos por vezes agradáveis surpresas. Este bilhete postal tem edição da extinta Junta de Lurismo de Luso-Buçaco. O carimbo dos CTT tem data de 1 de Janeiro de 1955.

A curiosidade deste bilhete postal tem a ver com este tipo de postal, editado como se de um telegrama se tratasse. Era usado principalmente pelos utentes da Estância Termal do Luso, vocacionada para o tratamento do artritismo, rins, hipertensão...

Para enviar pequenas mensagens rápidas bastaria colocar uma cruz no local certo. ao que sabemos foi muito popular na época.

sábado, 29 de novembro de 2008

Marcofilia - Carimbos do Buçaco



O Buçaco já possuiu estação dos correios, provavelmente na categoria de 5ª classe. Esta estação não fecharia mala, sendo este acto realizado pela estação dos correios de Luso. Há algumas cartas circuladas que sustentam esta situação. Assim uma carta colocada no marco do Correio da estação do Buçaco com porte insuficiente ( esta situação era frequente com cartas endereçadas para o estrangeiro) a mesma passaria pela estação do Luso onde era multada, seguindo depois o seu caminho.






São conhecidos dois carimbos com grafias diferentes : Bussaco e Buçaco.

domingo, 26 de outubro de 2008

A vida na pré-história

Introdução
Conhecer a vida na pré-história através dos selos é sem dúvida uma fascinante aventura ao mundo dos seres extintos. É possível desenvolver uma colecção, desde as primeiras formas de vida na Terra até ao aparecimento do homem através dos selos. Para quem goste deste tema encontrará na filatelia uma interessante forma de descobrir a evolução da vida do planeta em que habitamos. É no entanto uma temática recente, desde o aparecimento dos seus primeiros selos, há cerca de meio século. As emissões mundiais que vão saindo retratam muitos destes animais e por isso mesmo é possível desenvolver esta temática.
O filatelista para montar a sua colecção tem que realizar muitas pesquisas para saber “ler o selo”. É sem dúvida, ao realizar estas pesquisas, que aumentará os seus conhecimentos nesta área. É precisamente esta constante necessidade de pesquisa que torna a filatelia no mais fascinante passatempo.

Desenvolvimento filatélico da temática

A vida na Terra começou há muitos milhões de anos atrás no mar. Foi uma luta de sobrevivência entre os mais fortes e mais fracos. Provavelmente as primeiras formas de vida seriam seres de corpo mole. As célebres trilobites com o seu esqueleto calcário eram já seres bastante evoluídos.
Na evolução as plantas começaram a conquistar a terra até cobrirem a sua superfície. Os primeiros seres aventuraram-se a sair das águas. É provável que alguns animais desenvolvessem pequenas asas que lhes permitiria saltar de charco em charco evitando a sua morte quando a água desaparecia em determinada zona. Talvez alguns deles desenvolvessem pulmões. Estava prestes a aparecerem os primeiros anfíbios. Depois os répteis, os dinossauros … Muitos animais permaneceram nas águas e os que dela deixaram de viver em permanência, precisariam dela para sobreviver.
Dos répteis conhecidos alguns eram aquáticos, outros terrestres e outros viviam em ambos os meios.
Uma vitória espectacular de alguns répteis foi desenvolverem uma capacidade de voar. A evolução fez surgir as primeiras aves sendo o arqueoptérix um bom exemplo de um animal que se encontra na fronteira entre um réptil voador ou uma ave, cuja primeira descoberta data de 1860.
Ao mesmo tempo que se dava esta evolução terrestre nas águas do mar continuavam a viver terríveis predadores nomeadamente do grupo dos peixes, como o terrível dinichthys.
No tempo dos répteis apareceram também os insectos que viveram à cerca de trezentos milhões de anos sendo alguns enormes. Curioso é notar que estes primitivos animais apresentam características semelhantes aos actuais insectos.
Os répteis poderiam ser totalmente terrestres, ou aquáticos ou podiam viver em ambos os meios.


Os dinossauros, contrariamente a que muitos podem pensar nem todos seriam de grandes dimensões, quer entre os grupos dos carnívoros, quer do grupo dos herbívoros. A sua extinção data à cerca de 65 milhões de anos.
O que aqui foi descrito são linhas orientadoras de capítulos possíveis na montagem de uma colecção sobre este tema. A ele se poderá acrescentar a era dos mamíferos e o homem pré-histórico. Poderão no entanto serem desenvolvidos separadamente.

Dinossauros em Portugal


Para desgosto alguns filatelistas portugueses é uma área pouco desenvolvida pelos Correios de Portugal, pelo que se torna precioso o pouco emitido pelos CTT. Refiro-me às belíssimas etiquetas emitidas a partir de 9 de Novembro de 1999 que assinalam a presença no nosso país de quatro dinossauros: o Allosaurus, o Dacentrurus, o Sauropedes e o Lourinhasauros. É uma série não denteada possuindo goma auto-adesiva. O desenho é do conhecido autor, José Projecto. As primeiras taxas são de 50, 95, 100 e 140 escudos. A taxa de 85 escudos não foi distribuída no primeiro dia de emissão. Com a introdução do euro no nosso país as máquinas de impressão passaram a emitir estas etiquetas com dupla impressão (em escudos e em euros). A partir de 21 de Fevereiro de 2000 a máquina “ AMIEL” e a partir d e 13 de Março a máquina “SMD”.
São conhecidos vários erros de impressão destas etiquetas.

domingo, 19 de outubro de 2008

Curiosidades filatélicas

Os primeiros selos a serem emitidos não eram denteados. a tesoura encarregava-se desse serviço com as imperfeições do corte que a urgência de cada um impunha.
Cabe a Henry Archer o primeiro, com a sua máquina de picotar, a fazer experiências por volta do ano de 1847 no conhecido selo de "Penny Black" e a fazer circular os primeiros selos picotados. São verdadeiras raridades e uma grande inovação para a época.
O tamanho dos selos é variável. dos maiores selos do mundo podemos destacar uma edição chinesa que circulou entre 1914/1916. A edição destinava-se a duas funções simultaneamente, a de franquia postal e como etiqueta para encomendas expressas. Media sete centímetros de largura e onze centímetros de altura.
Dentro dos selos enormes é pioneiro os Estados unidos da América Norte, com a edição de quatro selos em 1865. Estes exemplares mediam cinco centímetros de largura e dez centímetros de altura e destinavam-se aos editores para enviarem os jornais pelo correio.
Dos selos mais pequenos será o selo de um centímetro de lado emitido em 1863 pelo estado colombiano.
No formato dos selos também encontramos muitas curiosidades. o primeiro selo triangular foi emitido em 1853 pela colónia inglesa do cabo da Boa Esperança.
Os selos hexagonais podemos encontrá-los pela primeira vez numa emissão da Bélgica em 1866.
À Serra Leoa é atribuído a emissão do primeiro selo circular no ano de 1966. Há noticia, no entanto de que em 1858 na Moldávia circularam alguns selos circulares recortados à mão por algumas agências deste principado romeno.